4 de fevereiro de 2026
Mundo

Autoridades de 6 países pedem a normalização da Venezuela, mas Lula e ministro se negam a assinar o pedido.

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Em um comunicado conjunto divulgado neste sábado (20), presidentes e ministros de seis países do Mercosul expressaram “profunda preocupação” com a situação na Venezuela e exigiram o “restabelecimento da ordem democrática e do respeito aos direitos humanos” no país. O documento foi emitido à margem da Cúpula do bloco, realizada no Paraná.

A declaração, no entanto, teve uma notável ausência: a do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades brasileiras não subscreveram o texto. O documento foi assinado pelos presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; e do Panamá, José Raúl Mulino, além de altas autoridades da Bolívia, Equador e Peru.

No texto, os signatários destacam os princípios do multilateralismo, da democracia e dos direitos humanos como “essenciais para o processo de integração”. Eles também pedem que as autoridades venezuelanas “interrompam os desaparecimentos forçados e as detenções arbitrárias” e “respeitem o direito ao devido processo legal”, além de reiterarem que a Venezuela está suspensa do bloco por ruptura da ordem democrática.

A divergência de posicionamentos ficou evidente durante a cúpula. Enquanto o presidente Lula classificou uma eventual intervenção armada dos EUA na Venezuela como uma “catástrofe humanitária”, o presidente argentino Javier Milei elogiou a pressão do governo norte-americano sobre o regime de Nicolás Maduro.

A declaração final da reunião de cúpula do Mercosul, que requer consenso, não fez menção à Venezuela. O comunicado conjunto dos seis países também não citou as tensões específicas entre Estados Unidos e Venezuela ou o aumento da presença militar americana na região.

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