A startup texana AST SpaceMobile colocou em órbita, em 23 de dezembro, o BlueBird 6, descrito como o maior satélite comercial já lançado. Com uma antena que se desdobra em 223 metros quadrados – equivalente a uma quadra de tênis –, o equipamento promete oferecer conexões de internet e voz 5G diretamente para smartphones comuns, sem necessidade de antenas externas ou terminais dedicados. O lançamento amplia a concorrência com a constelação Starlink, da SpaceX, e intensifica o debate sobre saturação orbital e impacto astronômico.
🛰️ O que torna o BlueBird 6 diferente
-
Comunicação direta com celulares padrão (como Galaxy S22);
-
Foco em áreas remotas e rurais sem cobertura terrestre;
-
Objetivo de 45 a 60 satélites até o fim de 2026;
-
Serviços comerciais 5G previstos para EUA e mais 4 países em 2026.
🌍 Impacto prático para usuários
A tecnologia permitiria:
-
Conexão de banda larga onde não há torres de celular;
-
Redução de falhas em zonas de baixa cobertura;
-
Experiência próxima da rede móvel tradicional, mas com alcance global.
⚠️ Preocupações ambientais e astronômicas
O tamanho e brilho do satélite geram alertas:
-
Brilho intenso no céu noturno, prejudicando observações astronômicas;
-
Risco de colisões em órbita baixa (síndrome de Kessler);
-
Saturação orbital: a Starlink já triplicou objetos no espaço em 7 anos.
🚀 Contexto da corrida espacial
-
AST SpaceMobile já tem 5 satélites menores em operação;
-
BlueWalker 3 (lançado em 2022) já fez chamada 5G do espaço;
-
SpaceX alertou sobre risco de colisões – ocorrem manobras de desvio a cada 1,8 minuto.
📡 Próximos passos
A empresa planeja uma constelação de até 243 satélites para cobertura global contínua. Enquanto isso, agências espaciais e reguladores debatem diretrizes para sustentabilidade orbital e redução de poluição luminosa.