4 de fevereiro de 2026
Brasil Política

Reunião secreta de lula e Vorcaro coloca presidência no centro do escandalo do banco master

Imagem reprodução.

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu em audiência o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, no Palácio do Planalto no dia 4 de dezembro de 2024. A reunião ocorreu semanas antes de o caso de fraude financeira envolvendo a instituição se tornar público, em janeiro de 2025, após operação da Polícia Federal.

A informação sobre o encontro, confirmada por registros de entrada na Presidência, foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem, a audiência contou com a participação de altas autoridades do governo: o então diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Daniel Vorcaro foi ao Planalto acompanhado do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Conforme a apuração, Mantega teria inicialmente agendado uma reunião com o chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio “Marcola” Ribeiro, e posteriormente solicitou a inclusão do banqueiro em uma agenda com o Presidente Lula.

Na reunião, segundo fontes, Vorcaro teria apresentado reclamações sobre a alta concentração do mercado bancário brasileiro. Diante do tema, Lula teria orientado que o assunto fosse analisado pelo Banco Central e pedido uma avaliação técnica a Gabriel Galípolo, que na época já era cotado para a presidência da autarquia.

Este não teria sido o único acesso de Vorcaro ao centro do poder. Há registro de ao menos outras três entradas do empresário na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, subordinada ao ministro Alexandre Padilha.

As revelações sobre a reunião ampliam o alcance político do escândalo envolvendo o Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido e ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, já foi apontado como próximo ao banqueiro e atuou em negociações relacionadas ao grupo. Além disso, o caso alcançou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): o processo que envolve parentes do ministro Dias Toffoli em um fundo ligado ao banco tramita sob alto sigilo, e o ministro Alexandre de Moraes foi mencionado devido a um contrato entre o Master e o escritório de advocacia de sua esposa.

A Presidência da República e os ministros citados foram procurados, mas até o momento não se pronunciaram sobre os detalhes da reunião de dezembro.

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