Com o retorno das aulas presenciais em todo o país, especialistas em saúde reforçam a necessidade de vigilância rigorosa sobre alergias alimentares em crianças, quadro que pode evoluir para reações graves quando não há acompanhamento adequado em ambientes escolares. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 42% das hospitalizações por anafilaxia no Brasil estão relacionadas a reações alimentares, com aproximadamente 150 mortes anuais, segundo a Anvisa.
🥛 Alimentos de maior risco
As alergias mais comuns na infância envolvem:
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Leite de vaca
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Ovo
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Amendoim e castanhas
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Peixes e crustáceos
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Soja, trigo e gergelim
🏫 Risco elevado no ambiente escolar
Especialistas destacam que escolas e creches apresentam cenário propício a exposições acidentais devido a:
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Alimentos compartilhados entre alunos;
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Contaminação cruzada em utensílios e superfícies;
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Falta de protocolos claros para identificação e manejo de alergias.
🩺 Diagnóstico e manejo
O diagnóstico envolve:
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Histórico clínico e familiar;
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Testes de alergia específicos;
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Plano de ação emergencial com anti-histamínicos e adrenalina (em casos de anafilaxia).
📚 Recomendações para escolas
Profissionais de saúde orientam a adoção de:
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Protocolos de identificação de crianças alérgicas;
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Treinamento de professores e funcionários;
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Comunicação constante com as famílias;
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Ambiente seguro com controle de contaminação cruzada.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia reforça que a prevenção e a educação são essenciais para evitar complicações, especialmente em um ambiente com maior circulação de alimentos e menor controle familiar direto.