8 de fevereiro de 2026
Educação

Especialistas alertam para aumento de riscos com alergias alimentares no retorno às aulas presenciais

Imagem reprodução.

Com o retorno das aulas presenciais em todo o país, especialistas em saúde reforçam a necessidade de vigilância rigorosa sobre alergias alimentares em crianças, quadro que pode evoluir para reações graves quando não há acompanhamento adequado em ambientes escolares. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 42% das hospitalizações por anafilaxia no Brasil estão relacionadas a reações alimentares, com aproximadamente 150 mortes anuais, segundo a Anvisa.

🥛 Alimentos de maior risco

As alergias mais comuns na infância envolvem:

  • Leite de vaca

  • Ovo

  • Amendoim e castanhas

  • Peixes e crustáceos

  • Soja, trigo e gergelim

🏫 Risco elevado no ambiente escolar

Especialistas destacam que escolas e creches apresentam cenário propício a exposições acidentais devido a:

  • Alimentos compartilhados entre alunos;

  • Contaminação cruzada em utensílios e superfícies;

  • Falta de protocolos claros para identificação e manejo de alergias.

🩺 Diagnóstico e manejo

O diagnóstico envolve:

  • Histórico clínico e familiar;

  • Testes de alergia específicos;

  • Plano de ação emergencial com anti-histamínicos e adrenalina (em casos de anafilaxia).

📚 Recomendações para escolas

Profissionais de saúde orientam a adoção de:

  • Protocolos de identificação de crianças alérgicas;

  • Treinamento de professores e funcionários;

  • Comunicação constante com as famílias;

  • Ambiente seguro com controle de contaminação cruzada.

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia reforça que a prevenção e a educação são essenciais para evitar complicações, especialmente em um ambiente com maior circulação de alimentos e menor controle familiar direto.

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