8 de fevereiro de 2026
Economia

Endividamento das famílias brasileiras atinge novo recorde em janeiro, chegando a 79,5%

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 79,5% em janeiro, igualando o recorde histórico de outubro de 2024, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Apesar do alto nível de comprometimento da renda, a inadimplência registrou queda pelo terceiro mês consecutivo, ficando em 29,3%.

💰 Perfil do endividamento

  • Renda mais baixa: famílias com até 3 salários mínimos apresentam 82,5% de endividamento;

  • Renda mais alta: acima de 10 salários mínimos, índice cai para 68,3%;

  • Cartão de crédito é a principal fonte (85,4% das famílias);

  • Tempo médio para quitar dívidas: 7,2 meses.

📉 Comprometimento da renda

  • Em média, 29,7% da renda familiar é destinada a dívidas;

  • 19,5% das famílias comprometem mais da metade dos rendimentos;

  • 12,7% afirmam não ter condições de pagar dívidas atrasadas.

🏦 Impacto dos juros elevados

Selic em 15% ao ano pressiona as taxas de crédito ao consumidor, dificultando a quitação. A CNC projeta que o endividamento pode chegar a 80,4% até junho, enquanto a inadimplência deve cair para 28,9% com a expectativa de redução da Selic a partir de março.

💬 Análise econômica

O economista-chefe da CNC avalia que “vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido no mercado de crédito”, mas prevê que, a partir do segundo trimestre, as famílias já sentirão juros significativamente menores.

A CNC ressalta que o endividamento em si não é negativo – pode aquecer o consumo –, mas torna-se preocupante quando há dificuldade de pagamento, cenário que ainda atinge milhões de brasileiros.

 

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