2 de março de 2026
Economia

Conflito no Irã faz petróleo disparar e derruba bolsas dos EUA

Imagem reprodução

Os mercados globais iniciaram a semana em estado de alerta máximo. Os preços do petróleo dispararam e os futuros das bolsas americanas despencaram nesta segunda-feira (2), reação imediata aos ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã durante o fim de semana.

O petróleo bruto dos EUA saltou 7,8%, enquanto o Brent, referência internacional, disparou 6,5%, chegando a ser negociado brevemente acima dos US$ 82 por barril, antes de se estabilizar em torno de US$ 77. O mercado de ações, por outro lado, tombou: os futuros do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones registravam quedas superiores a 1% no pré-mercado.

Em um movimento típico de aversão ao risco, investidores fogem de ativos mais voláteis. No entanto, o cenário abre oportunidades para setores específicos. As ações das gigantes do petróleo Exxon e Chevron operavam em forte alta antes da abertura dos mercados, impulsionadas pela perspectiva de lucros maiores com a commodity mais cara. O setor de defesa também registrava ganhos expressivos, com papéis de empresas como Northrop Grumman e Lockheed Martin em disparada.

Analistas apontam que, por enquanto, o mercado aposta que a interrupção no fornecimento de petróleo será breve. Mas a sombra de uma escalada no conflito preocupa. O presidente dos EUA, Donald Trump, já indicou que as operações podem se estender por semanas. Especialistas do setor alertam que distúrbios em larga escala, uma paralisação prolongada de rotas de transporte de petróleo ou ataques diretos à infraestrutura petrolífera iraniana podem empurrar o preço do barril para a casa dos US$ 100.

Um cenário como esse teria impacto direto no bolso do consumidor. “Se os preços do petróleo dispararem a esse nível, o preço da gasolina seguirá o mesmo caminho”, afirmam analistas. Isso poderia reacender as preocupações com a inflação e a acessibilidade de combustíveis nos Estados Unidos e, por consequência, no resto do mundo, adicionando mais pressão à economia global.

 
 
 
 
 

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