26 de fevereiro de 2026
Política

Flávio x Lula. O ponto que assusta o Planalto nas pesquisas

Imagem reprodução.

A alta taxa de rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal fator de preocupação no Palácio do Planalto diante do cenário eleitoral para 2026. A avaliação é de assessores e ministros do governo, que veem no dado um obstáculo mais relevante do que o crescimento pontual do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto.

O alerta foi acionado após a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg nesta quarta-feira (25). O levantamento mostra um empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno: o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% do atual presidente. Na sondagem anterior, de janeiro, o petista liderava com 49,2% contra 44,9% do senador.

O que mais preocupa a equipe presidencial, no entanto, é o patamar da rejeição. Segundo a pesquisa, 48,2% dos entrevistados afirmaram que não votariam “de jeito nenhum” em Lula. O número é ligeiramente superior ao de Flávio Bolsonaro, que rejeita 46,4% do eleitorado. Os dois lideram com folga o ranking de rejeição entre os nomes testados.

Estratégias do governo para reduzir rejeição

Diante desse quadro, integrantes do Planalto defendem que o governo precisa atuar em duas frentes para tentar reverter a imagem negativa do presidente. A aposta principal do PT, como mostrou a coluna, é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. A expectativa da legenda é que a medida, de apelo popular direto, comece a gerar efeitos positivos nos próximos meses.

Outra estratégia em estudo é capitalizar politicamente a aprovação da escala de trabalho 6×1. A ideia é passar à opinião pública a narrativa de que o governo atuou decisivamente para a aprovação da medida, embora na Câmara dos Deputados o entendimento seja de que o protagonismo será dos parlamentares.

Cenário com Tarcísio também preocupa

A pesquisa testou ainda um cenário de segundo turno entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse confronto, o atual chefe do Executivo também aparece numericamente atrás, com 45,9% das intenções de voto contra 47,1% do governador paulista.

Os números reforçam a percepção no Planalto de que, mais do que o nome do adversário, o principal desafio da campanha pela reeleição será reverter a resistência que parte significativa do eleitorado ainda demonstra em relação ao presidente.

  • Abaixo, em letras menores: “Pesquisa AtlasIntel mostra empate técnico, mas alta rejeição a Lula é o que mais preocupa governo”.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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