A base de apoio ao governo federal no Congresso Nacional vai recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra a votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada à CNN pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
A medida ocorre após a aprovação do requerimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga supostas fraudes no instituto. De acordo com o blog do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, a sessão foi marcada por um ambiente de forte tensão, com relatos de agressões físicas e troca de ofensas entre parlamentares da situação e da oposição.
O requerimento para a quebra dos sigilos foi apresentado pelo relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AP). A justificativa para a medida são indícios que apontariam Lulinha como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, apontado como intermediário do esquema. Antunes é acusado de receber recursos descontados irregularmente de aposentados e pensionistas e repassar parte a servidores do INSS.
Com a quebra dos sigilos, a CPMI terá acesso a extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos de Lulinha. O objetivo dos investigadores é verificar a existência de depósitos recorrentes que possam comprovar o suposto recebimento de uma “mesada” de R$ 300 mil.
A estratégia da base governista é apresentar um recurso ainda nesta quinta-feira (26) questionando a legalidade da votação. O recurso será endereçado a Alcolumbre, na condição de presidente do Congresso, para que ele avalie uma eventual irregularidade no procedimento que culminou na aprovação do requerimento.