13 de fevereiro de 2026
Polícia

Peninha, extremista de esquerda, é investigado por perseguição religiosa e apologia ao crime após celebrar assassinato.

Imagem reprodução

Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, já havia feito chacota da morte de Charlie Hebdo e agora é alvo de apuração por sugerir restrição a direitos políticos com base na fé

O mesmo influenciador que anos atrás zombou da morte de jornalistas do Charlie Hebdo com a frase “coitado, minha amiga” agora enfrenta uma investigação por intolerância religiosa. Desta vez, Eduardo Bueno, mais conhecido como Peninha, foi além da piada de mau gosto e defendeu publicamente a exclusão política de evangélicos.

Em declarações recentes, Peninha afirmou que “evangélico tem que ficar no culto” e sugeriu que esse grupo religioso deveria ser proibido de votar. A fala, que circulou em redes sociais e grupos de discussão, propõe nada menos que a suspensão de direitos políticos de milhões de brasileiros unicamente por conta de sua fé.

Não se trata de ironia, nem de opinião controversa em tom de debate acadêmico. Trata-se de discriminação religiosa com viés de perseguição política. A Constituição Federal é clara: a liberdade de crença é inviolável e o voto é direito político fundamental. Não existe cidadão de segunda categoria — muito menos por frequentar uma igreja.

A fala de Peninha atinge diretamente a estrutura do Estado Democrático de Direito. Ao sugerir que evangélicos sejam privados do direito ao voto, o influenciador flerta com a exclusão política de um grupo específico com base em critério religioso, o que configura, em tese, crime de intolerância e discriminação.

O silêncio seletivo da comoção

O caso reacende um debate incômodo sobre a seletividade da indignação pública e midiática. Enquanto uma mulher foi presa recentemente por encostar batom em uma estátua — com ampla cobertura da imprensa —, as declarações de Peninha contra evangélicos foram recebidas com surpreendente silêncio por parte de setores que costumam se posicionar ruidosamente em defesa da democracia.

A mesma elite intelectual e midiática que se mobiliza contra qualquer ameaça autoritária parece ter ignorado que um de seus pares sugeriu, abertamente, a supressão de direitos políticos de um segmento religioso inteiro.

Curiosamente, o problema para a democracia, para alguns, parece ser “as senhorinhas com a Bíblia debaixo do braço”. Mas a Constituição não faz essa distinção. Ela protege o direito de crença e o direito ao voto de todos — inclusive de quem discordamos, inclusive de quem nos incomoda.

Democracia não é proteção seletiva

O episódio envolvendo Peninha não é um caso isolado de opinião polêmica. É um sintoma. Quando figuras públicas começam a flertar com a exclusão política de grupos religiosos, o debate deixa de ser sobre liberdade de expressão e passa a ser sobre os limites da democracia.

A liberdade de crença e o direito ao voto são cláusulas pétreas do ordenamento jurídico brasileiro. Não podem ser relativizadas por conveniência ideológica. Sugerir que evangélicos — ou qualquer outro grupo — sejam impedidos de votar é atentar contra a própria essência do regime democrático.

Se normalizarmos a ideia de que um grupo religioso pode perder direitos políticos com base na fé professada, estaremos abrindo precedente para que, amanhã, o critério mude e atinja outros segmentos. O cerceamento começa assim: com a banalização da exclusão.

Peninha agora é investigado pelas autoridades competentes. Resta saber se, desta vez, haverá a mesma comoção que se vê em casos menos graves — ou se o silêncio seletivo continuará protegendo quem ataca a democracia de dentro dela.

Quando você normaliza a ideia de que um grupo pode perder direitos políticos por sua fé, você está abrindo a porteira para que, amanhã, o critério mude — e o cerceamento chegue até você.

O que Peninha fez não é “opinião controversa”.
É sintoma.
É ataque à estrutura do Estado Democrático de Direito.


📌 O ponto é simples:

Se for aceitável sugerir que evangélicos não votem, amanhã será aceitável sugerir que negros não votem.
Depois, mulheres.
Depois, pobres.
Depois, quem pensa diferente.

A exclusão política nunca começa pelo grupo que você faz parte.
Começa pelo grupo que você despreza.

E quando você percebe, já é tarde demais.


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Porque o silêncio também é conivência.

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