25 de fevereiro de 2026
Goiás

Praga quarentenária ameaça lavouras de soja e acende alerta em Goiás

Imagem reprodução

A detecção recente da planta daninha Amaranthus palmeri, popularmente conhecida como caruru-palmeri ou caruru-gigante, na região de São José do Rio Preto (SP) acendeu um sinal de alerta para a defesa sanitária vegetal no estado de Goiás. Considerada uma praga quarentenária de alto potencial destrutivo, a espécie já tem ocorrência confirmada em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e agora mobiliza as autoridades goianas para impedir sua entrada e disseminação no território estadual.

Diante do cenário de risco, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou a atuação dos fiscais estaduais agropecuários em campo, reforçando as inspeções fitossanitárias em lavouras de soja e milho. A medida preventiva visa proteger a principal commodity agrícola do estado, responsável por parcela significativa da economia goiana.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou a importância da vigilância e do engajamento dos produtores rurais.

“A soja é o nosso principal produto agrícola e merece atenção especial da defesa sanitária. A Agrodefesa tem reforçado a adoção de medidas preventivas para evitar prejuízos aos produtores. É fundamental que o agricultor esteja atento às práticas de manejo adotadas em sua propriedade para impedir que essa praga chegue a Goiás e cause danos à produção e à economia”, afirmou.

De acordo com o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido e extremamente agressiva. O biólogo alerta para a capacidade reprodutiva da espécie, que dificulta o controle e potencializa os danos às lavouras.

“Essa praga representa um risco significativo, principalmente pela alta resistência a herbicidas e pela grande capacidade de dispersão. As plantas fêmeas adultas podem produzir de 200 mil a 500 mil sementes por indivíduo, dependendo das condições ambientais”, explica.

A principal forma de disseminação do caruru-palmeri ocorre por meio de máquinas e implementos agrícolas contaminados, além da mistura com outras sementes. Por isso, a orientação técnica é clara: produtores devem adotar medidas rigorosas de prevenção, como a higienização completa de equipamentos, o uso de sementes certificadas e o reforço da vigilância nas áreas de cultivo.

“A adoção dessas práticas é essencial para prevenir a introdução da praga e proteger a produção agrícola goiana”, concluiu Leonardo Macedo.

A Agrodefesa segue em alerta e mantém equipes de fiscalização em campo para monitoramento constante, orientação técnica e contenção de possíveis focos.

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