30 de março de 2026
Mundo

Trump ameaça destruir ilha iraniana de Kharg e usinas de energia se Estreito de Ormuz não for reaberto

Imagem reprodução

Em novo e contundente alerta publicado em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (30) que ordenará ataques às principais instalações de energia do Irã e a destruição da estratégica Ilha de Kharg caso o Estreito de Ormuz não seja imediatamente reaberto para o tráfego marítimo internacional.

“Ataque às instalações de energia em retaliação a soldados mortos pelo regime do Irã”, diz publicação.

“Se o Estreito de Ormuz não for imediatamente ‘aberto para negócios’, concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Isso será em retaliação pelos nossos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou durante os 47 anos do ‘Reinado de Terror’ do antigo regime”, completou o presidente americano.

A ameaça ocorre em meio a uma escalada significativa no conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que teve início em 28 de fevereiro com um ataque coordenado que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime dos aiatolás também foram mortas.

Resposta iraniana e fechamento do Estreito

Em retaliação aos ataques, o Irã tem atingido bases israelenses e americanas, além de atacar países do Golfo. A ação mais impactante para a economia global, no entanto, foi o bloqueio efetivo das exportações de combustível do Oriente Médio através do Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial.

O regime iraniano também expandiu o conflito para o Líbano, por meio do grupo armado Hezbollah, que atacou território israelense. Israel respondeu com ofensivas aéreas, resultando em centenas de mortes no país vizinho.

Enquanto isso, Trump já enviou milhares de soldados para a região, com alguns já tendo chegado, elevando as expectativas de uma possível invasão terrestre. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em ataques iranianos. Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.

Novo líder e rejeição americana

Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Especialistas apontam que sua ascensão representa continuidade da linha de repressão do regime. Trump classificou a escolha como um “grande erro” e afirmou que o novo líder seria “inaceitável”, defendendo que os Estados Unidos precisariam estar envolvidos no processo sucessório.

A ameaça de destruir a Ilha de Kharg — um dos terminais de exportação de petróleo mais importantes do Irã — e as usinas de energia do país eleva ainda mais o tom beligerante do conflito, cujos desdobramentos imediatos podem impactar drasticamente o mercado global de energia.

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