Estados Unidos e Colômbia superaram o impasse gerado pelo envio de imigrantes colombianos deportados em aviões militares dos EUA. No domingo (26/1), o presidente americano Donald Trump havia ameaçado impor sanções severas à Colômbia após o país questionar a nova política de imigração dos EUA.
Trump anunciou que implementaria imediatamente uma tarifa de 25% sobre todas as importações colombianas, podendo aumentar para 50% em uma semana. Ele também prometeu sanções financeiras, proibição de viagens e revogação de vistos de autoridades colombianas.
O atrito começou quando o presidente colombiano, Gustavo Petro, recusou o pouso de aviões militares americanos transportando deportados. Petro argumentou que “os Estados Unidos não podem tratá-los [migrantes] como criminosos” e exigiu que as deportações fossem realizadas em aeronaves civis, com protocolos que garantissem dignidade e respeito.
Horas depois, os dois países chegaram a um acordo: a Colômbia aceitaria os voos com deportados, e os EUA desistiriam das sanções.
Impacto Econômico e Político
Trump utilizou as tarifas comerciais como instrumento para reforçar sua política de imigração. Produtos colombianos como café, petróleo bruto, abacates e flores poderiam ter preços elevados nos EUA, afetando consumidores americanos.
A Colômbia exporta cerca de 27% do café consumido nos EUA, e tarifas mais altas poderiam resultar em custos adicionais para os consumidores.
Repercussão no Brasil
O episódio ocorreu no mesmo fim de semana em que o Brasil criticou os EUA pelo tratamento dispensado a brasileiros deportados. O Itamaraty condenou o uso de algemas em um voo comercial com 88 deportados, que relataram maus-tratos durante a viagem.
Diante das denúncias, o governo brasileiro enviou um avião da Força Aérea Brasileira para concluir o transporte dos deportados de Manaus até Belo Horizonte, garantindo melhores condições para os passageiros.
Esse embate evidencia as tensões crescentes na política de imigração dos EUA e seu impacto nas relações com países da América Latina.