O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) determinou a imediata suspensão do uso da estrutura de comunicação do governo estadual para a difusão de material de apoio ao vice-governador Daniel Vilela (MDB) e para a veiculação de ataques contra o senador Wilder Morais, presidente estadual do Partido Liberal (PL). A decisão liminar estabelece multa de R$ 100 mil para cada caso de descumprimento.
Na ação, o PL acusa Daniel Vilela, pré-candidato ao governo do estado, de liderar um esquema de disseminação de notícias falsas (fake news) destinado a prejudicar a imagem de Wilder Morais. O relator do caso, desembargador Ivo Favaro, ordenou que “os requeridos cessem imediatamente a utilização da estrutura do Estado para fazer publicações de caráter eleitoreiro” e para “difundir, impulsionar e disseminar conteúdos atentatórios à imagem, reputação ou honra de adversários políticos”.
O partido alegou que a Secretaria de Comunicação do Estado estaria envolvida na propagação, via grupos de WhatsApp, de informações falsas sobre o senador, incluindo a alegação de que ele teria sido alvo de uma operação da Polícia Federal sobre desvio de emendas parlamentares. Além disso, o PL apresentou como prova uma publicação, posteriormente removida, no site oficial do governo, em fevereiro de 2025, com o resultado de uma suposta pesquisa de intenção de voto que colocava Vilela em vantagem sobre seus potenciais adversários.
A decisão judicial reforça a proibição de uso da máquina pública para fins eleitorais e de ataques pessoais, típicos do período pré-eleitoral, determinando a imediata interrupção das práticas sob pena de pesadas multas.