Em evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a adoção da pena de morte para homens que cometem violência contra mulheres. A declaração ocorreu durante o lançamento do Cadastro Nacional de Agressores, que reunirá nomes de condenados definitivamente por violência doméstica.
A cerimônia também marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao defender ações de educação e conscientização, Lula afirmou que leis mais duras, por si só, não resolvem o problema.
“Vocês percebem que a tarefa é muito mais do que fazer um monte de lei. Até porque se a gente fizer sua lei que vai decapitar quem for violento, ainda assim continua a violência. Porque está no DNA, sabe, de um animal chamado ser humano homem. Porque é só ele que faz a violência. É só ele que mata”, disse o presidente.
Lula também criticou comportamentos de controle e ciúmes nos relacionamentos e citou um caso ocorrido no Ceará, onde um homem decepou a mão da companheira. “O que que faz um homem fazer isso? A não ser duas doenças graves: a ignorância e a falta de educação”, completou.